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Cresce o consumo de podcasts no Brasil durante a pandemia

Mulher ouvindo podcast - consumo de podcasts no Brasil

A produção de conteúdos digitais sofreu grande impacto durante a pandemia de COVID-19. No início da pandemia, observamos o aumento pela busca de materiais que ajudassem os profissionais a adquirirem novos conhecimentos, diante das novas taxas de desemprego. Foi quando formatos como e-books, white papers, infográficos e vídeos educacionais tiveram o seu auge no aumento das buscas, estando relacionados ou não a cursos. Ao mesmo tempo, a produção de conteúdos audiovisuais mais robustos (que dependem de equipe para sua realização) passou a ser afetada pelas novas regras de isolamento social, enfrentando novos desafios de produção e distribuição.

Em meio a esse cenário, o podcast, formato que já estava em ascensão antes mesmo da pandemia, teve um aumento exponencial de produção e de consumo.

De acordo com a plataforma de streaming Deezer, o consumo de podcasts já havia crescido 67% no Brasil entre 2018 e 2019 – índice de crescimento superior ao de países europeus. Já a plataforma de streaming Spotify, com base em seus resultados do início de 2020, também revela o crescimento dos podcasts: apesar do número de usuários ativos que ouvem os programas ter tido um crescimento sutil, a quantidade de conteúdo consumido por eles já havia aumentado mais de 100%. De acordo com a empresa, um quarto do seu público já utilizava a plataforma para ouvir podcasts. Dessa forma, o Spotify aumentou as suas apostas no formato e, além das produções independentes, fechou parcerias com grandes nomes para a criação de novos programas, como Michelle Obama e Kim Kardashian. Até mesmo a Warner Bros anunciou que produziria programas sobre o universo relacionado aos quadrinhos da DC Comics. Estes são apenas alguns dos casos.

 

Pesquisa da Globo revela aumento no consumo de podcasts durante a pandemia

A Globo, por sua vez, que vê no digital o futuro do grupo, com o objetivo de entender o cenário de consumo de áudio no Brasil, realizou uma pesquisa em parceria com o Ibope e nos revelou dados inéditos sobre o consumo de podcasts no país.

Como podemos observar a partir das conclusões do Spotify, o início da pandemia não trouxe um aumento expressivo de novos usuários ouvintes de podcasts, mas o aumento de consumo daqueles que já absorviam o formato. Entretanto, a pesquisa da Globo, realizada em setembro de 2020 e fevereiro de 2021, nos revela que no decorrer da pandemia, esse panorama mudou: 57% dos entrevistados começaram a ouvir podcasts nesse período.

“Os podcasts falam ao pé do ouvido e criam uma relação íntima com o público e a pesquisa comprova isso ao mostrar que mais pessoas passaram a se interessar pelo formato no contexto de isolamento social. Entre os entrevistados, são comuns os relatos de pessoas que dizem se sentir parte da conversa dos programas e, assim, se sentem menos sozinhas. Dos quase 100 milhões de brasileiros que consomem alguma forma de áudio digital, 28 milhões já declaram ouvir podcasts. Esse crescente interesse reforça a aposta neste segmento”, afirmou Guilherme Figueiredo, Head de Áudio Digital da Globo.

A pesquisa ouviu mais de mil entrevistados e nos trouxe outros dados como, por exemplo, de que maneira o consumo de podcasts foi inserido na rotina dos ouvintes. Condizente com a cultura multitarefa do século XXI e, talvez, com o FOMO, que com o isolamento social se deslocou ainda mais para o ato de absorver conteúdos digitais, o consumo de podcasts se revelou paralelo a outras atividades. 44% dos entrevistados afirmaram ouvir os programas enquanto realizam tarefas domésticas, 30% enquanto estão navegando na internet, 25% ouvem podcasts antes de dormir, 24% enquanto trabalham/estudam ou estão indo para o trabalho/faculdade, 20% enquanto praticam atividades físicas e 18% durante os cuidados pessoais.

Outros dados interessantes que a pesquisa revelou dizem respeito a relação do público com o tempo de duração dos podcasts. 21% dos entrevistados afirmaram preferir podcasts mais curtos, de até 15 minutos de duração; 31% preferem programas com duração entre 15 e 30 minutos; 20% preferem programas com duração entre 30 e 45 minutos; e 13% afirmaram preferir aqueles com duração entre 30 e 45 minutos.

A cada ano, o podcast passar a ser um dos formatos digitais mais valorizados no mundo e é importante ressaltar que, no Brasil, os anunciantes também já compreenderam o seu valor para o mercado. Não é à toa que cada vez mais empresas passaram a produzir podcasts como parte das suas estratégias de marketing 360º.

Está com dúvidas sobre como os podcasts podem somar na sua estratégia de marketing? Conte com a parceria da Agência Vision Comunicação. Entre em contato conosco!

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